segunda-feira, 14 de março de 2011

Boas Pedidas


Pra quem gosta de cozinhar, gosta de livro de receitas, ou pra quem não gosta mas precisa, o Submarino está com uma promoção ótima:

Esse livro lindo da Dona Benta, que deve ter umas 7573919974370 receitas, está saindo por 29,90!! O meu chegou semana passada e é muito legal. Além dessa quantidade absurda de receitas, tem uma lista de utensílios mínimos que uma cozinha precisa, outra lista com o tempo de cozimento de cada legume após a fervura da água (brócolis 3 min, batata 8 min), um índice remissivo por ingredientes (muito útil se você tem alguma coisa na geladeira que está para perder) e por aí vai... Bom pra ter e bom pra dar de presente. O preço mais barato que eu vi por aí foi 99,90, por isso não resisti quando vi a 30 contos. Comprei e não me arrependo!

Aí quando eu estava hoje no site procurando a imagem do livro e o link para postar, me deparo com mais algumas ótimas compras:


No mesmo tema, essa coleção do Almodóvar por 39,90. São 5 filmes, cada um sai a míseros 8 reais, praticamente o preço de alugá-los numa locadora!!! Desses, eu só vi Volver e Fale com Ela, que são dois filmaços. Má Educação eu comecei a ver e dormi, os outros nunca tentei. Mas eu gosto dele, do estilo, e a coleção tá linda! Comprarei assim que chegar no Rio na quinta, pra pagar o frete mais barato (9 reais pra Aju e 4 pro RJ). Talvez eu compre ainda hoje, quando terminar esse post, e mande entregar lá pra me esperar :)

E a última tentação: Satinelle + kit L'Occitane por 99,00. Eu já tive um aparelho desses há muitos anos, e adorava. Até já falei um pouquinho aqui das vantagens e da comodidade de se depilar no conforto de casa, sem meleca. Mas aí ficou gasto e eu comprei outro de uma marca mais barata, a Britania, achando que era tudo igual. Não é. O da Britania quebra um galho, mas nem se compara... E como mulher é um bicho burro que sempre cai nessas jogadas de marketing, especialmente brindes, estou muito tentada a comprar esse. Volto pro meu Satinelle, deixo o Britania pra viagens, sei lá, e ainda por cima ganho um kit L'Occtinane, que eu adoro e nunca tenho oportunidade ($$$$$$) de usar. Aliás, pensando bem, já tenho o Britania há dois anos, já já ele vai ficar gasto e eu vou precisar de outro mesmo... Levarei em conta, rs.

E agora deixa eu sair do site de uma vez senão acho mais coisa para comprar.




P.S.: Todas as imagens são do site da Submarino, que (desnecessário dizer num blog que só meu marido e minha sobrinha lêem, rs) não patrocinou o post.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Brigadeiro de panela diferente


(Imagem daqui)


Esses dias deu uma vontade danada de comer um doce, daquelas que batem no final da tarde, sabe? Não tinha quase nada em casa, só material para brigadeiro (que a gente sempre tem, não tem jeito). Só que eu não sou muito fã, acho doce demais, enjoativo demais...

Mesmo assim resolvi arriscar, mas fiz de um jeito diferente, com ovomaltine ao invés de achocolatados normais. Peguei a receita daqui, mas mudei um pouco e ficou desse jeito:

- 1 lata de leite condensado
- 2 col. (sopa) de creme de leite
- 1 col. (sopa) de manteiga
- 3 col. (sopa) de ovomaltine

O modo de preparo é básico: mexer em fogo baixo até soltar do fundo.

Cara, fica muito bom. Muito, muito bom. Olha, fica bom meeesmo. Nem levava muita fé, porque tenho aflição de bolinhas que não se dissolvem, tipo os "flocos crocantes" de ovomaltine. Apesar de gostar muito do sabor, as bolinhas boiando no leite ou até no milk-shake rompem a lógica da coisa, que é beber - se for pra mastigar alguma coisa prefiro logo comer algo sólido, ora. Se estou tomando líquido, só quero sugar o canudinho e nada mais.

Só que no fogo fica tudo dissolvido, e resta o sabor do malte com o chocolate. A textura fica uma coisa de boa também, macia, tipo brigadeiro de copinho. Se for pra enrolar, eu recomendo tirar a manteiga ou o creme de leite, mas nem vale a pena. Fica uma delícia desse jeito mesmo.


Só de escrever isso aqui me deu vontade de ir até a cozinha e fazer mais uma panela só pra mim.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Seriedade

Hoje cedo eu estava relendo um livro do Milan Kundera que continha um trecho assim:

"Procurava sempre fazer distinção entre o sério e o não-sério, e enquadrava sua carreira de professor na categoria do não-sério. Não que a profissão de professor em si mesma fosse desprovida de importância (...), mas a considerava fútil em relação à essência de sua pessoa. Não a escolhera. Essa profissão lhe fora imposta pela pressão social (...). Compreendia no entanto que sua profissão fazia parte dos acasos de sua vida. Que iria colar-se à sua pele como um bigode postiço que se presta ao riso.
Mas, se uma coisa obrigatória é uma coisa não-séria (que se presta ao riso), o sério é sem dúvida aquilo que é facultativo."

Não pude deixar de relacionar com uma imagem muito legal que vi ontem. Fui à Abertura do Carnaval Não-Oficial do Rio de Janeiro, que aconteceu na Praça XV, centro histórico do Rio. Ver o pessoal bêbado, fantasiado, pulando e cantando nas escadarias e arredores daqueles prédios tradicionais foi, no mínimo, inusitado:












Confesso que ontem eu não sabia explicar muito bem o motivo de eu achar essas imagens tão interessantes, só ficava lá, no meio, olhando fascinada e com um sorriso no rosto. Hoje o livro me ajudou a entender o meu encantamento.
Sério é o carnaval. Burocracia, formalidade, política, história, monumentos, economia... nada disso é sério. E com os blocos de carnaval ocupando esse espaço, isso ficou bem mais evidente.
Me dei conta (dei-me é muito feio) também que eu sou o tipo de pessoa que fica filosofando sobre o carnaval.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Em 2011 eu quero

Confesso que acho uma baboseira essa coisa de fazer listas de resoluções de ano novo. Mas hoje acabei, sem querer, listando mentalmente algumas coisas que eu gostaria de fazer no próximo ano.
Aí achei que seria bom deixar por escrito, melhor ainda publicamente, para dar certa concretude aos meus planos e, quem sabe, aumentar as chances de que sejam seguidos. Coisa simples, nada de mais. Vamos lá:

1) Ser uma pessoa mais saudável:

Hoje sou praticamente uma ameba sedentária que se alimenta de carboidratos e gordura. É sério, eu canso se subir três degraus, e como basicamente 1% de frutas, 10% de legumes e o restante de porcaria. Ah, e quase não bebo água. Às vezes (umas duas vezes na semana) como dois hot dogs às 19h e pizza às 23h30, antes de dormir. E morro de preguiça de academia e de toda a logística que envolve comer frutas e verduras: ir ao supermercado ou feira dia sim dia não, escolher, comprar, deixar de molho pra tirar os agrotóxicos, descascar, fazer suco, lavar liquidificador... Tão mais fácil abrir um pacote de biscoito, né? Só que o corpo não vai aguentar a vida toda, fato.
Minha meta é me alimentar melhor - isso não inclui, no meu caso, deixar de comer todas as porcarias que eu como. Isso nem adianta planejar porque sei que não vai rolar. Mas aumentar a variedade e quantidade das frutas, verduras e legumes rola fácil. Eu gosto do sabor, trocaria um pão por uma salada sem sentir tanto, pois meu problema é pura preguiça.
E os exercícios não podem faltar, né... Academia odeio, não adianta nem tentar. Quero procurar um grupo de capoeira, que adorei fazer (apesar de ter a desenvoltura aeróbica de uma porta sanfonada), me divertia e eu sentia um resultado bem legal. Como opções paralelas, começar a correr (nunca tentei, mas pressinto que vou gostar), nadar ou dançar alguma coisa, nem que seja dança romena contemporânea (não inclui lambaeróbica e suas variações). Resumindo: alguma coisa que me divirta e seja um exercício completo.

2) Bom, é meu primeiro ano do mestrado! Queria terminá-lo com um artigo pronto e metade da dissertação já escrita. Ou com a estrutura de capítulos definida. Ou com a bibliografia já toda escolhida. Tá bom, pelo menos com todos os textos que lerei ao longo do ano fichados - isso acho que dá pra cumprir.

3) Ir mais a Recife, sempre que der, pra ficar com minha avó. Em 2011 ela completará 90 anos de idade, e tem a cabeça melhor do que a de muita gente de 20 com quem converso por aí. Ela tem muito a me ensinar, e eu vou me arrepender se não puder aprender enquanto é tempo.

5) Falar menos de redes, inputs, juros e leis e mais de inconsciente, sujeito e gozo nas reuniões de trabalho.

6) Seguir não me adaptando, estranhando, problematizando e desnaturalizando as situações colocadas para mim e ao meu redor. Seguir mudando, aprendendo, descobrindo. Nunca me acostumar com nada "pois é assim que as coisas são".

É isso, meia dúzia de decisões. Espero poder cumprir boa parte.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O Natal e os presentes



Adoro Natal. Gosto muito mesmo, adoro as comidas, os enfeites, a reunião familiar. Não gosto muito é do tal "clima natalino", toda aquela hipocrisia de fazer o bem sem olhar a quem (que dura uns quinze dias). Fora o ritmo nas ruas: tudo engarrafado, tudo lotado, um imperativo de consumo sufocante, a mensagem piscando em tudo quanto é canto: compre, compre, compre.

Mas não vou ser falsa de dizer que não gosto de ganhar presentes, né. Adoro dar e receber presentes, não gosto é da obrigação de fazê-lo, tanto que meus melhores presentes, dados e recebidos, foram de pessoas que eu não estava esperando.

Por exemplo: no dia do sorteio do amigo oculto lá da empresa eu não estava no Rio, por isso não participei da brincadeira. Mas no dia da troca de presentes, ganhei o primeiro CD do Chico Buarque daquela coleção que está sendo vendida semanalmente nas bancas. Gostei tanto! Serviu como incentivo, ontem inclusive fui comprar os outros quatro que já saíram e resolvi terminar a coleção toda.

Ganhei também um presente do meu pai que conseguiu ser a minha cara e a cara dele ao mesmo tempo. Meu pai adora lojas de construção, e me deu de Natal uma ducha lindona, cromada, que faz uma pressão enorme na água, tem 4 temperaturas e mais um monte de coisa. Achei lindo, gostei mesmo, acertou no presente como nunca pensei que ele pudesse fazer!! Dentro em breve estarei montando apartamento, vai ser de muita utilidade. Fora que ela é um charme.

Mas tem outras coisas que não consegui comprar nem ganhar, hehehe.



Esses dois kits de ylang-ylang da Granado, por exemplo. É o melhor cheiro do mundo, coisa de louco. Nem vou ser irresponsável de comprar agora por causa da quantidade de coisas do tipo que eu já tenho aqui. Aliás, nem sei como vou levar isso tudo pra casa quando eu voltar, vou pagar um excesso de bagagem bonito. Mas fica aí na fila, quando forem acabando os produtinhos que já tenho eu vejo....

E esses livros do Dexter:





Acabei de assistir à quinta temporada agora, e sempre fico meio órfã quando acaba uma temporada de Dexter. Tinha que ser como as novelas: durar uns 9 meses e ser exibido diariamente. Ler os livros me ajudaria a esperar até o ano que vem.
Esses eu tô pensando seriamente em comprar, um de cada vez, assim que acabar de reler dois que eu trouxe para o RJ. Só que...


Tem esse outro, que eu quero ler há um tempão já... Também está na fila, por isso tô indecisa sobre qual eu compraria. De repente comprarei esse e o primeiro do Dexter, e leio os dois ao mesmo tempo. Como eu mal tenho tempo de ler um, melhor esperar mesmo até me decidir.

E por último:


Comprei uma calça dessa linha nova da Levi's, que tem modelos para três tipos de corpos diferentes: bunda pequena, bunda média e bunda grande. A calça é perfeita, veste muito bem mesmo. Nada dessa história de fazer pences na cintura, nada de ficar rebolando e passando creme nos quadris para a calça escorregar, nada de comprar uma calça que na hora fica boa mas depois de uma única lavagem cede e fica caindo. Essa calça é tudo. Óbvio que seria cara, né? Queria mais uma, mas vou esperar o verão passar (já que quase não uso calça agora) ou a época de liquidações para comprar mais desse tipo. Minha idéia é substituir aos poucos todas as minhas calças por essas de bunda grande, mas cada uma custa em torno de 160 reais. Então, vamos com calma...


P.S.: Todas as imagens foram tiradas dos sites para os quais as legendas redirecionam ao clicar. A maioria já cai direto no link para comprar, hehehe. Assim não preciso pesquisar de novo pelos melhores preços quando eu for comprar de verdade.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Bóris


Como eu disse no post anterior, estou na casa da minha avó em Recife. Ela é mãe da minha mãe, que representa o maior lado da família. Só para terem uma idéia, minha avó tem 9 filhos, 8 genros/noras, 18 netos e 9 bisnetos. Minha mãe tem 60 primos, contando só os de primeiro grau. É bizarro, é muita, muita gente, chega ao ponto de eu conhecer um parente praticamente toda vez que venho a Recife.

E casa de vó, sabe como é, é casa de todos. No dia em que eu cheguei aqui, última sexta-feira, estávamos onze pessoas nos amontoando na sala, o que gera uma miscelânea completa. Pelo menos uns 5 assuntos paralelos, de vez em quando um assunto mais geral que envolvia todo mundo, uma gritaria, pessoal rindo muito alto. Não sei como os vizinhos não jogaram água pela janela!!

Daqui a pouco o neto que mora em frente traz o DVD do casamento dele, coloca no aparelho, bota pra rodar e dane-se quem estava vendo televisão antes. Um outro chega com fome, vai pra cozinha, reclama que a comida tá fria, ele mesmo esquenta e come. Todo mundo se junta a ele e passam a comer inhame com frango, que não dava para todo mundo. Os casais dividem pratos de comida e xícaras de café. A cachorra do neto vizinho começa a reclamar de ter ficado sozinha, e é trazida para a casa da vó também.

Nesse momento a sala dela estava assim: uma parte das pessoas na mesa comendo, outra assistindo à filmagem do casamento, eu pedindo uma pizza porque a janta acabou e eu não tinha comido, a cachorra correndo, latindo e perseguindo uma bolinha, a criança com medo da cachorra, gritando. Tudo isso em meio a muitas risadas e conversas, que iam desde a situação da guerra no RJ às histórias de flatulências de alguns membros da família.

O mais inusitado ainda estava por vir: chega o filho que viajaria no dia seguinte, trazendo um aquário com um peixe pra deixar na casa da vó. Realiza a cena: a miscelânea que já estava, e uma pessoa trazendo um peixe para visitar a vó e passar o fim-de-semana com ela!!

Acho que essas coisas só acontecem em famílias enormes mesmo, não é possível. Detalhe: o peixe tinha nome, e chamava-se Bóris. Sabemos depois que ele tinha um companheiro de aquário, chamado Billy, que morrera na véspera. Bóris sobreviveu ao fim-de-semana bem, depois voltou para casa por tempo indeterminado.



Teste: Você é uma tia chata?

Estou em Recife, na casa da minha avó. Ela mora no apartamento térreo em um condomínio de muitos prédios baixos, o que tem, claro, vantagens e desvantagens - para mim. Para ela nem discuto, já que só o fato de não ter que subir escadas é fator determinante.

Uma das desvantagens é ouvir toda e qualquer conversa que se passa na área comum do condomínio, que pode ser entre diversos tipos de pessoas diferentes (adolescentes, senhoras, garotões, crianças e às vezes alguns elementos misturados). Há dois minutos, ouvi o seguinte diálogo aqui na janela:

- Alô? Quem fala? Ah, sim, oi Leandrinho, como você tá?
- Oi, sou eu sim. Anota o número na agenda do celular, que eu mudei.

Imagino que o tal Leandrinho tenha dito isso, pelo contexto do diálogo. Agora é que começa o teste. Como você prosseguiria o diálogo?

a) Claro, anoto sim. Mas diga, como estão as coisas? (ou qualquer coisa que o valha)

b) Menino, agora não dá porque esqueci os óculos em casa, saí com pressa pra comprar gás e nem trouxe. Só vou poder salvar quando eu chegar em casa, aí vai dar pra ver a tela do celular. E você nem sabe, eu não tô enxergando nada sem meus óculos, nada! Tenho até que marcar um médico pra ver se "me opero" logo, bla bla bla whiskas sachê.

E aí, qual a opção??

Note que eu estou tentando estudar. Dou um doce pra quem adivinhar qual foi a opção da vizinha aqui do meu lado.